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Picape é mais voltada para o trabalho.

A vocação da Hilux é predominantemente para o trabalho. Tanto que na linha 2002 o acabamento interno simples predomina e a montadora decidiu direcionar os esforços para o desempenho e a aparência mais robusta do modelo.

A versão SRV a gasolina 4x2 e com cabine dupla foi avaliada pelo Estado nas proximidades de Buenos Aires, em região com estrada de terra batida.

O desempenho é muito bom, afinal são 142 cv de potência. Apesar de a caçamba estar vazia, havia cinco ocupantes e o modelo apresentou boa arrancada. Em trechos mais estreitos a picape mostrou boa capacidade de manobra.

A Toyota não oferecia, até então, a Hilux movida a gasolina. Esse motor de quatro cilindros 2.7 16V apresenta torque (força) de 23,2 mkgf a 4.800 rpm. O câmbio mecânico de cinco marchas realiza as trocas de forma suave, e não é tão incômoda como em outros utilitários, que possuem curso mais longo.

O novo propulsor diesel aspirado 3.0 desenvolve 90 cv de potência a 3.800 rpm, com torque de 19,6 mkgf a 2.400 rpm.

Já o motor turbodiesel de 3 litros desenvolve 116 cv de potência. Esse propulsor só chega ao mercado nacional em outubro, mas é uma boa opção para quem quer uma picape a diesel com melhor desempenho. O motor tem torque de 32,1 mkgf já aos 2 mil giros. Além disso, o modelo turbodiesel ainda vem equipado com acelerador eletrônico (dispensa o uso de cabo). Segundo dados da Toyota, enquanto o antigo motor de 77 cv acelerava de 0 a 100 km/h em 25 segundos, o novo motor turbodiesel apresenta a marca de 15 segundos.

Tração – No caso da tração 4x4, as versões diesel e turbodiesel contam com uma alavanca de acionamento junto ao câmbio no console. Porém, na topo de linha turbodiesel o acionamento do sistema é automático. Isso significa que o motorista deve apenas parar o veículo, acionar a alavanca e rodar.

Na versão diesel, antes de engatar a alavanca, o motorista deve acionar o sistema de borboleta na roda – um transtorno caso o motorista esqueça e só vá acionar o sistema quando estiver na lama.

A Toyota ajustou a altura dos modelos 4x2, antes mais baixos, e que agora têm a mesma aparência das picapes 4x4, ou seja, 215 milímetros de vão livre mínimo em relação ao solo. Porém, a fabricante afirma que não houve alterações no projeto da suspensão. Na dianteira, é independente com braços duplos, barras de torção e estabilizadora e, na traseira, eixo rígido e molas semi-elípticas. O sistema mostrou-se relativamente macio, tanto que a picape não pulava muito. Porém, jogava um pouco a traseira (com a caçamba vazia) em curvas mais fechadas.

Os freios só contam com sistema antitravamento ABS como equipamento de série na versão topo de linha SRV. Nas demais, utilizam apenas discos ventilados na dianteira e tambores na traseira.

Ao alcance – Com boa visibilidade, a Hilux é uma picape confortável é fácil de dirigir. Os principais comandos estão ao alcance. O volante, apesar de boa empunhadura, pareceu um pouco elevado (não há ajuste de altura). Mas esse detalhe não chega a incomodar.

Dependendo da versão de acabamento, os bancos dianteiros podem ser individuais. Já atrás, o espaço para as pernas não chega a ser reduzido, mas a altura do assento é um pouco baixa. Como o banco é inteiriço, não acomoda bem a coluna.

Rodar com três ocupantes atrás também não é uma boa pedida. Até porque a elevação na parte central do assoalho (túnel de transmissão) não reserva bom espaço para as pernas de quem viaja no meio. Aliás, este passageiro só conta com cinto subabdominal e não tem encosto de cabeça. Como o encosto do banco traseiro fica muito próximo ao vidro traseiro, não são raras as cabeçadas no vidro (dependendo do terreno onde se roda).

Concorrência – No Brasil, a Hilux tem como principais concorrentes a S10, da General Motors; Ranger, da Ford; Frontier, da Nissan (cujo modelo reestilizado passará a ser feito no Brasil no primeiro semestre de 2002), e a L200, da Mitsubishi.

No ano passado foram vendidas 7.200 unidades da picape no País. A Hilux começou a ser importada do Japão em 1992. Desde 1997 o Brasil é abastecido com modelos fabricados na Argentina. A expectativa da Toyota é saltar das atuais 700 unidades ao mês para 1.200 até o próximo ano.

 
AE
   
 

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