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Para quem não curte muito calor.
O verão está chegando e, com ele, as altas temperaturas e a maior procura para instalação de ar-condicionado. O equipamento, quando colocado em um carro novo, pode até elevar seu preço na hora da revenda. O vendedor José Mauro Ferronato é um dos que espera valorizar seu carro com o item. Ele acabou de comprar seu primeiro veículo com ar-condicionado, um Escort GLX 16V ano 98. Segundo Ferronato, todos os carros deveriam sair de fábrica com esse acessório, pois já se tornou comum. “Além de usufruir do conforto, podemos aumentar um pouco o valor do veículo na hora da revenda”, afirma.
Instalação – Se o motorista adquirir um veículo sem o equipamento, é possível fazer a instalação posteriormente. Na maioria das vezes, é preciso desmontar o painel para a retirada da caixa de ar e instalar outra maior, que tenha capacidade de armazenar ar quente e o próprio ar-condicionado, segundo Luis Monteiro, sócio-gerente da Porto Ar-Condicionado. O termostato, que tem a função de controlar a temperatura interna do carro, também vai no interior da caixa de ar. Ainda no painel é feita a instalação dos comandos do ar-condicionado e do ar externo.
Sob o capô são colocados o compressor – motor responsável pela circulação do gás – e seu suporte. Ainda nesse compartimento, um filtro secador, um jogo de mangueiras e um condensador são instalados. Colocado bem próximo ao radiador, o condensador diminui a pressão do gás, transformando-a em ar quente ou ar frio, o que varia de acordo com a escolha do motorista.
O eletroventilador, que tem a função de refrigerar o condensador para baixar a pressão do gás, é substituído ou acrescentado. A necessidade varia de acordo com o carro que irá receber o equipamento.
A instalação do ar-condicionado demora em média dois dias. O equipamento pode ser tanto o original quanto o encontrado no mercado paralelo e tem um custo que varia de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil.
Segundo o gerente da Ar Car, Rogério Marcos Rovella, o valor da instalação do equipamento só costuma ser recuperado na revenda quando o veículo tem menos de oito anos. “Se o automóvel estiver em bom estado e o motorista for usufruir bastante de seu bem e do equipamento, a instalação valerá a pena”, diz.
Mercado crescente – Esse mercado cresce significativamente nessa época do ano. Segundo Edson Alves, proprietário do Centro Automotivo Kiko, nos meses de novembro, dezembro e janeiro a procura pelo equipamento, assim como a sua manutenção, aumentam cerca de 100% em comparação ao restante do ano. “No inverno, o movimento cai bruscamente”, diz.
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