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Dicas de direção Off-Road.
1. Deve-se dirigir com os polegares da mão para cima e fora do volante, principalmente se o veículo não tiver direção hidráulica. A razão para isso é que se a roda se chocar contra um tronco, um buraco ou uma pedra grande, o volante pode girar violentamente prendendo os polegares e até mesmo quebrando o dedo. Se achar que vai precisar da tração ou de uma marcha mais reduzida, acione antes que seja necessário. Dirigir no off-road é dirigir sem usar a embreagem. 2. Deve-se sair e parar com a marcha engatada. Coloque a primeira marcha reduzida, ligue o veículo e não acelere. Simplesmente deixe o veículo começar a andar lentamente. O motor vai colocar o veículo em marcha lenta e ficará em marcha lenta sobre obstáculos. Se o veículo morrer, não use a embreagem e ligue o veículo. Em alguns casos, pode ser necessário acelerar um pouco. Sem a embreagem se tem mais controle sobre o veículo. Há uma exceção à regra anterior: se o veículo estiver muito pesado ou encostado em um obstáculo, e, se o veículo não estiver conseguindo ir para frente e se perceber que a ignição está sendo muito forçada, então, deve-se usar a embreagem para não descarregar a bateria ou queimar o motor de partida. Em um bom veículo off-road, velocidades e potência não são necessárias. As marchas reduzidas e a força do motor em marcha lenta, geralmente fazem o veículo superar os obstáculos. Tão ou mais importante que qualquer técnica é conhecer as características e limitações do veículo (e do condutor). 3. Deve-se ter muita atenção para saber em que direção estão as rodas. Em alguns veículos é interessante colocar um adesivo marcando a parte superior da direção quando as rodas estão alinhadas para frente. Com a prática se acostuma a contar quantas vezes se girou o volante. Olhar em todas direções e antecipar o terreno a frente é muito importante. Na duvida deve-se percorrer antes o terreno a pé. Planejar passo a passo o caminho que se vai percorrer. Em regiões secas deve-se ter o cuidado para não atear fogo na grama devido ao calor do escapamento. Ao descer de morros e obstáculos deve-se evitar o uso dos freios, usando sempre que possível o freio motor e sem trocar de marcha. Se ao frear o veículo deslizar, vire o volante para o lado que se está deslizando. Nunca dirija transversalmente, procurando sempre subir ou descer em linha reta, pois o veículo pode capotar. A maioria dos veículos é capaz de vencer subidas e inclinações curtas, mas não morros íngremes e longos. Sempre mantenha as rodas no chão. Veículos off-road não foram feitos para voar e o controle e a tração só é possível com as rodas em contato do chão. 4. Deve se dar mais potência ao iniciar a subida. Reduza a velocidade ao se aproximar do topo. Se durante a subida o motor apagar, engate a ré e desça de ré até encontrar um lugar seguro para ligar o motor. Manter-se sempre em movimento e a uma velocidade adequada, normalmente quanto mais devagar melhor. Dirigir rapidamente só dificultará a direção e desgastará o veículo. O impulso certo e suave são as chaves para o sucesso. Ao passar sobre pedras altas deve-se procurar passar com os pneus sobre as pedras e não com elas pelo meio do veículo, pois, as pedras podem danificar o veículo. Se começar a perder tração na areia ou barro, vire o volante para um lado e para o outro, algumas vezes, rapidamente. Isso geralmente permite que os pneus adquiram mais tração e mantenha o carro em movimento. Se perder a tração, pare. Não deixe as rodas patinarem, pois, isso vai fazer que as rodas afundem ainda mais. Os obstáculos como árvores e valetas devem ser de preferência atravessados em ângulo (o ideal é 45 graus) passando com uma roda por vez sobre o obstáculo. Todos os equipamento de um veículo são importante, mas os pneus afetam todo o desempenho do veículo. Pois os pneus é que estarão em contato com o solo, transferindo toda a ação do veículo para o solo. Todo o veículo é projetado para determinadas funções. Muitos realizam alterações e seus veículos visando melhorar o desempenho. Normalmente isso acaba prejudicando o desempenho do veículo, pois, o veículo é um equipamento altamente complexo em que cada detalhe afeta o conjunto. A indústria automobilística, que é um dos segmentos da humanidade que mais visa o lucro, não gastaria milhões de dólares no estudo e desenvolvimento de um veículo se isso não fosse realmente necessário. Então pessoas com nenhum ou pouco conhecimento técnico, realizam alterações objetivando um fim especifico e se esquecem de como determinada alteração afeta cada outro detalhe e desempenho do conjunto. Uma das situações mais comuns é a troca dos pneus. Essa aparente simples e segura alteração tem inúmeras conseqüências. Normalmente opta-se por pneus de maior diâmetro. Isso implica numa maior distância do solo, que é interessante, mas diminui a redução das marchas, o que implica numa menor força do veículo para vencer os obstáculos, num menor efeito do freio motor, desloca o centro de gravidade do veículo, que implica num maior facilidade de capotamento (tanto lateral como frontal ou traseira), diminui a capacidade de tração em subidas e decidas já que a projeção do centro de gravidade no solo se vai dar mais para fora do veículo, afeta todos os esforços e geometrias da suspensão, etc.
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