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Aventura com direito a ducha grátis.
FOZ DO IGUAÇU - Num lugar que impressiona pela força da natureza, o homem tinha de dar um jeitinho de desafiar o perigo - e de preferência com uma dose farta de adrenalina. Assim é o Macuco Safári, passeio em que o turista, dentro de um barco, chega bem perto da "grande ferradura", como é conhecida a seqüência de quedas que forma a Garganta do Diabo.
A aventura começa com o transporte dos turistas em carretas abertas puxadas por jipes, quando guias bilíngües apresentam a fauna e a flora local.
Depois, os visitantes fazem uma breve caminhada de 600 metros que passa, por exemplo, na cachoeira Salto do Macuco, onde é possível observar orquídeas, palmiteiros, bromélias e - com muita sorte - animais da mata, que vez por outra passeiam sossegadamente pela trilha.
Logo, o grupo alcança o píer e se ajeita nos barcos bimotores infláveis. O friozinho na barriga aumenta à medida em que o rio parece ser feito de espuma, tamanha é a força da água tocando o leito do Iguaçu. Já perto da "grande ferradura", o piloto pergunta se o passeio vai continuar com ou sem emoção. Se a turma do barco for medrosa, ele dá meia volta e retorna ao píer. Se a maioria topar o desafio, o piloteiro comanda o barco até quase debaixo das quedas - prepare-se, pois um bom banho está por vir.
Diversão - Entre os que alternavam o deslumbramento com a paisagem e alguns gritinhos cada vez que a embarcação era preparada para uma manobra mais radical, estavam as turistas polonesas Marta Rakowska, de 55 anos, e sua filha Grazyna, de 27 anos. "Aqui tem muito verde e o passeio foi muito divertido", conta Grazyna, empolgada. "Nunca tinha feito nada parecido", afirma.
Em Foz existe, desde 1994, o Parque das Aves, um espaço que reúne cerca de 900 aves de 150 espécies, entre araras, tucanos, emas, flamingos, faisões, beija-flores, borboletas, etc., além de jacarés, jibóias, sagüis e outros animais. O diferencial é que os bichos vivem quase como se estivessem soltos, em grandes viveiros cercados de mata nativa, sem a interferência de telas e vidros. Os fundadores do parque, o casal inglês Dennis e Ana Croukamp, estimam que um terço das espécies que vivem ali correm risco de extinção. O parque também tem a preocupação de oferecer boas condições para a reprodução dos animais em cativeiro. Nesse sentido, são desenvolvidos projetos para incentivar a reprodução de araçaris, mutuns, gralha do Pantanal, ararinha-nobre, arara-canindé, jandaia-sol e outras. Com a intenção de reforçar a conscientização ecológica entre as crianças, a reserva recebe escolas para visitas orientadas. A mão do homem também mostra seu poder na cidade. É lá que está a maior hidrelétrica do mundo - Itaipu Binacional, responsável por 80% da energia consumida no Paraguai e por 25% da demanda do mercado brasileiro.
Maravilha - Gigante desde a época de sua construção, nos anos 70 e começo dos 80, conta-se que 32 mil pessoas trabalhavam diariamente na obra, considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, ao lado de construções como o Eurotúnel - sob o Canal da Mancha, unindo a França à Inglaterra - e o Canal do Panamá, que liga dois oceanos, Atlântico e Pacífico. Para os curiosos, a hidrelétrica oferece três tipos de visita. Na turística, aberta a todos, o visitante assiste a um documentário sobre Itaipu e faz paradas no mirante do vertedouro - por onde escoa a água que sobrou do processo de geração de energia - e outra no mirante central, de onde se avista as grandes turbinas. Há a especial, também aberta a todos, em grupos de no máximo 12 pessoas, mas que precisa ser marcada com antecedência. Aqui, faz-se visitas às partes externa e interna da usina, com paradas nos dois mirantes e também no edifício da produção. A visita técnica é dirigida a engenheiros, técnicos, estudantes de engenharia e de escolas técnicas e autoridades convidadas. É uma visita às partes externa e interna da usina, com no máximo 12 pessoas por grupo, onde o visitante vê até o eixo da turbina.
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