Já em 1942, antes da guerra da Europa ou do Pacífico acabar, a Willys-Overland
reconheceu que os populares veículos Jeep ® podiam servir o mercado de civil.
A frase "O Jeep ® em trajes civis" freqüentemente apareciam na revista da Willys-Overland
e em anúncios de jornal publicados na frente de batalha durante e logo após à
Segunda Guerra Mundial.
Desde o inicio, os veículos Jeep ® capturaram a atenção
e admiração das pessoas em todos lugares. Eles serviram seus países na guerra
na Europa e o Pacífico, e levaram uma vida surpreendente, enquanto ajudavam a
derrotar o Eixo a e trazer paz ao mundo. No fim da Segunda Guerra Mundial, a Willys
continuou fiel ao se lema de produção em vigor durante a guerra: "O sol nunca
se põe sobre um Jeep ® Willys".
Outro anúncio das façanhas heróicas do Jeep ®
na guerra, declarando "o poder e a força do versátil Jeep ® servirão a muitas
necessidades nos anos de reconstrução à frente".
É possível que os responsáveis
pela Willys-Overland tenham traçado o futuro do Jeep ® nesta declaração, extraída
de uma nota interna de 1946:
"O Jeep ® do futuro estará sempre em constante evolução
e continuará a evoluir à medida que novas utilizações para ele sejam descobertas.
O Jeep ® é um veículo funcional, em mutação constante. Diferente dos veículos
de transporte clássicos, ele não se restringe apenas ao transporte."
Willys começou
a promover a versatilidade do Jeep ® como veículo de entrega, trabalho e recreativo
com citações como: "Quando eu voltar eu adquirirei um Jeep ®. Será um ótimo carro
de entrega", "Um Jeep ® pode superar um grupo de cavalos para arar a terra." e
"Não seria nenhuma ótimo ter um Jeep ® no lago depois da guerra? Você Jeep ® também
está planejando?". Em verdade, a evolução do Jeep ® para o mercado civil tinha
começado antes da vitória.
Em 1944, foram desenvolvidos planos para se utilizar
o Jeep ® na agricultura.
Com esse objetivo, a Willys-Overland produziu 22 protótipos
do veículo civil, com o nome de CJ-1A ou "Civilian Jeep", a partir do primeiro
modelo do exército. Esses protótipos levaram à produção do primeiro Jeep ® civil,
o CJ2A, lançado em agosto de 1945, ao preço de US$ 1.090,00.
Anúncios proclamavam
"Uma usina de força sobre Rodas", novamente vendendo como um veículo de trabalho
para os fazendeiros e trabalhadores de construção.
Veio com uma porta traseira,
estepe montado lateralmente, faróis maiores, limpador de pára-brisas automáticos,
tampa do tanque de combustível externa e muitos mais artigos que seus antecessores
militares não incluíram. O nome Jeep ® deveria estar presente na porta traseira,
nos vidros e no capô desses modelos. Mas no início da produção, a Willys-Overland
ainda estava em disputa judicial sobre a origem do nome comercial Jeep ®, com
a American Bantam Car Co. e com a Minneapolis Moline Power Implement Co, perante
a Comissão Federal do Comércio. Desta forma, os modelos de produção do CJ2A saíram
das linhas de montagem de Toledo, com o nome Willys.
Um total de 214.202 CJ2A
foram construídos. Em 1949 é lançado o CJ3A. Muito similar ao CJ2A em aparência
mas com transmissão e caixa de transferência mais robustos.
Um total de 131.843
CJ3A foram construídos. Em 1950, Willys obtêm a Marca Registrada Americana para
a marca Jeep ®. Desde então, a propriedade da marca registrada Jeep ®, também
registrada internacionalmente, passou da Willys-Overland para Kaiser, desta para
American Motors Corporation e finalmente para a Chrysler, e recentemente com a
fusão da Daimler-Bens com a Chrysler, para Daimler-Chrysler.
Hoje, Daimler-Chrysler,
possui mais de 1.100 registros para a marca registrada Jeep ® em todo mundo.
O
modelo CJ foi atualizado em 1953, tornando-se o CJ-3B. Foi o primeiro Jipe CJ
com mudanças notáveis na carroceira de seu antecessor militar.
Com um capo e grade
dianteira mais altos para acomodar o novo 4 cilindros Hurricane F-Head. Embora
com o mesmo deslocamento do original "Go Devil", o motor "Hurricane" tinha um
trem de válvula revisado.
O CJ-3B permaneceu em produção até 1968 e um total de
155.494 foram fabricado nos E.U.A. Em abril de 1953, Willys-Overland foi vendida
para Henry J. Kaiser por 60 milhões de dólares.
Nos 16 anos de propriedade da
Kaiser, instalações industriais foram estabelecidas em 30 países, e o Jeep ® foi
comercializado em mais de 150 países ao redor do mundo fazendo do Jeep ® CJ um
símbolo internacional.
Kaiser introduziu o CJ-5 em 1955 cuja produção e popularidade
alcançaria até os anos oitenta. Teve aumento no entre eixos, comprimento total
e na largura. Melhorias constantes no motor, eixos, transmissões e conforto de
assento fizeram do Jeep CJ-5 o veículo ideal para o público, aumentando o interesse
em atividades fora de estrada. Embora bem parecido ao CJ-3B que substituiu, caracterizou
por linha mais suaves, incluindo arredondamento nas formas.
No outono de 1965,
um novo motor V-6 "Dauntless" foi introduzido como uma opção em ambos, no CJ-5
com entre eixos de 81 polegadas e no CJ-6 com entre eixos de 101 polegadas. Os
155 cavalos do motor quase dobrou a potência do motor padrão Hurricane de quatro
cilindros. Foi a primeira vez que um Jeep CJ poderia ser equipado com um V6, mas,
seria só o começo dos motores seis cilindros disponíveis que viriam nos anos seguintes.
Em 1970, depois de duas décadas de crescimento e expansão internacional, Kaiser
Jeep foi comprada pela American Motors Corporation. A primeira decisão foi dividir
a produção civil e militar, e isto provou ser uma decisão correta, pois, os veículos
4x4 se tornaram mais popular no mercado de civil. Em 1978, a produção total do
Jeep estava em 600 veículos por dia, mais de três vezes o que tinha sido no começo
da década.
A partir de 1972 a American Motors vendia os Jeeps com o tema, "com
sendo mais forte que sempre". Todos os Jeeps CJs vinham equipados com motores
AMC (antes muitos motores eram comprados da GM), e estava disponível para todos
os modelos, os motores V8 com 304 até 401 polegadas cúbicas (infelizmente os motores
V8 só equiparam os CJs até 1981).
AMC equipou ambos, o CJ-5 e CJ-6 com eixos mais
fortes, freios melhores e aquecedores/descongelantes de alta capacidade, com um
novo tema para esta lenda, "Se um Jeep novo não o puder leva-lo lá, talvez você
deva pensar duas vezes antes de ir".
Em 1976, como a América celebrando seu 200º
aniversário e o veículo de Jipe seu 35º aniversário, AMC introduziu a sétima geração
do Jeep civil, o CJ-7. Pela primeira vez, o CJ-7 ofereceu como opcional um teto
moldado de plástico, portas de aço e o mais importante a opção da transmissão
automática Quadra-Trac. Ambos, o CJ-7 com 93,5 polegadas de entre eixos e o CJ-5
com 83,5 polegadas de entre eixos, foram construídos até 1983 quando a demanda
fez a AMC descontinuar o CJ-5 e se concentrar no CJ-7 e no Scrambler.
Cerca de
603.303 CJ-5 foram produzidos. O Scrambler lançado em 1981 era um pequeno Jeep
CJ 4x4 que também era uma pequena pick-up, que ficou conhecido internacionalmente
como CJ-8. Os primeiros freios a disco aparecem em 1977.
Nos anos 50 e 60 os CJs
eram considerados como veículos utilitários para o trabalho, mas a partir dos
anos 70 cada vez mais a ênfase é de um veículo divertido e destinado ao lazer.
Assim itens de conforto são progressivamente incorporados como; direção com assistência
hidráulica, carpete e ar condicionado. Já em 1970 apareceu um modelo mais luxuoso
o Renegade. Em 1978 o luxuoso Golden Eagle e em 1980 o Laredo. E o mais luxuoso
CJ foi lançado em 1982 o Limited.
Muitos puristas do Jeep ® entende que o último
Jeep ® verdadeiro foi o CJ-7 feito até 1986. Foram construídos 379.299 CJ-7.
Fontes de Referências:
Varias Home Pages Home Page: Jeep USA Folheto: Jeep
a lenda continua... da Jeep Brasil Livro: Ilustrade Jeep Buyers Guide - Autor:
Peter C. Sessler - Editora: MBI Publishing Company - Primeira edição 1988
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