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DaimlerChrysler negocia venda da fábrica no PR
A DaimlerChrysler está negociando a venda da fábrica do grupo em Campo Largo, no Paraná, com outra montadora brasileira de automóveis. Esta é mais uma alternativa que o grupo busca para evitar o fechamento da unidade, que, na semana passada, encerrou a produção da picape Dakota, menos de três anos após a inauguração da unidade.
O presidente da empresa no Brasil e na América Latina, Ben van Schaik, disse que o futuro da fábrica será definido até 19 de junho (2001). "Estamos negociando a venda ou a produção de outro veículo no local". Ele não adiantou quem seriam os prováveis interessados na compra. Caso a fábrica seja fechada, a DaimlerChrysler terá de pagar mais de R$ 100 mil ao governo do Estado para cobrir incentivos fiscais oferecidos para a instalação da fábrica. A Chrysler é um exemplo de companhia que não conseguiu sobreviver em um mercado competitivo, na avaliação de analistas. O mesmo pode ocorrer com outras empresas por causa da grande ociosidade das fábricas. O Brasil chegará ao fim do ano com capacidade para produzir 3,2 milhões de veículos, mas as vendas locais e as exportações não devem passar de 1,9 milhão de unidades.
Mortos - "Haverá mais mortos no meio de caminho nos próximos dois anos", disse ontem o presidente da Volkswagen, Herbert Demel. Unidades sem condições de produzir mais do que um modelo terão menos capacidade de sobreviver no mercado. Entre as marcas que inauguraram fábricas a partir de 1998, há várias nessas condições - como Honda, Land Rover, Mitsubishi e Toyota. A maioria delas já anunciou planos de lançar um segundo produto, mas os projetos não saíram do papel. (C.S.)
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