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Ranger e Sportage Diesel.
A diesel ou a gasolina, a Ranger é a mesma no acabamento externo e interno. Apenas na hora de ligar o carro o motorista vai perceber diferença. A versão a diesel requer alguns cuidados: para dar partida é necessário pisar no pedal da embreagem até o fundo, como se estivesse trocando de marcha. Sem isso ele não liga. A instrução consta do párasol do motorista e do manual do proprietário, mas poucos consultam esses componentes do carro.
Ligado o motor, é necessário deixá-lo funcionando por 30 segundos em marcha lenta antes de sair. Na hora de desligar, a recomendação é igual: meio minuto em marcha lenta, no mínimo. Essa instrução consta no pára-sol do motorista.
Ao andar com as picapes nota-se que o conhecido barulho do motor diesel fala mais alto. Como a maioria dos modelos equipados com essa motorização, tem um nível muito alto de ruído, que lembra um caminhão ou um trator em funcionamento. O motor a gasolina também não é silencioso, mas a diferença é grande. Não se nota, entretanto, fumaça mais escura no escape do modelo a diesel.
Quanto ao desempenho nas retomadas de velocidade, os modelos equivalem-se. Naturalmente, uma aceleração mais rápida e forte no motor a gasolina vai doer no bolso mais tarde. Além disso, a picape turbodiesel tem resposta rápidas e embala ligeiramente mais rápido que a versão a gasolina.
Se o diesel já oferece menor consumo de combustível por quilômetro rodado, a diferença para a picape equipada com motor V6 4.0 é bem sentida.
Nas versões avaliadas, a média de consumo para a Ranger a gasolina foi de 5,64 km/l, enquanto a Ranger a gasolina foi de 5,64 km/l, enquanto a Ranger diesel (2.5 turbodiesel) fez 8,45 km/l.
Apesar das semelhanças, a Ranger a diesel tem capacidade de carga superior à do modelo a gasolina, porque sua suspensão é mais robusta, podendo carregar até 1.090 kg de carga. A versão a gasolina tem limite de 660 kg.
Dessa forma, a picape a diesel possui tendência a pular mais quando está descarregada.
KIA SPORTAGE - As duas versões do jipe Sportage Grand avaliadas tinham motores 2.0, movidos respectivamente a gasolina (128 cv) e a diesel (87 cv). Embora a potência do segundo seja bem inferior, um aspecto bastante favorável dele é a força (torque) em baixa rotação - em veículos mais pesados o torque normalmente é um fator mais importante do que a potência. Essa característica é positiva para a condução na cidade e em estradas de terra.
Mas o Sportage a diesel não foge dos habituais inconvenientes: é barulhento e solta fumaça preta.
Já o Sportage a gasolina equipado com motor de 16 válvulas e 41 cavalos adicionais de potência em relação ao modelo a diesel é apenas razoável. O motor é um pouco ruidoso e seu desempenho não surpreende. Embora o torque máximo seja de 18,4 kgfm ele só surge aos 4.500 rpm, bem acima da versão a diesel. Ainda assim o jipe a gasolina acaba sendo mais confortável e ágil que o diesel, e oferece melhor dirigibilidade em longos percursos.
Por causa da maior potência, o Sportage a gasolina tem mais fôlego em ultrapassagens, mas gasta mais combustível, registrando consumo médio de cidade e estrada de 7,28 km/l. o diesel, por sua vez, fez média de 9,05 km/l.
O acabamento é similar entre as versões. Apenas um detalhe no painel os distingue: no conta-giros do diesel há uma marcação que mostra a faixa de rotação em que atua o turbocompressor. Por fora, a maior diferença entre os jipes Kia é a entrada de ar no capô da versão a diesel.
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