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Equipe mineira tenta bicampeonato.
 Minas Gerais não tem só as famosas trilhas de moto e as vitórias de Cristiano da Matta e Bruno Junqueira no automobilismo. O Estado também está mostrando sua força nas competições off-road pelo Brasil: o Chevrolet Rally Team, equipe sediada no município de Contagem (Grande Belo Horizonte), é uma das grandes favoritas à vitória na nona edição do Rally dos Sertões, que terá início na sexta-feira (6/7), em frente ao Estádio do Pacaembu, na capital paulista. A prova percorrerá mais de 5.000 km em trilhas com todo tipo de terreno, que passam por sete Estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará, onde terminará no dia 20/7. Nela, o time oficial da Chevrolet em ralis vai brigar pelo bicampeonato, neste que é apenas seu terceiro ano na competição.
Para ter um bom desempenho em um rali longo e difícil como o dos Sertões, uma equipe precisa de uma boa estrutura técnica e humana, entre vários outros fatores. E atingir esse nível é a prioridade do Chevrolet Rally Team (Chevrolet/MWM Motores Diesel/Pneus BF Goodrich/Pistões Mahle/Embreagens Luk/Peças Genuínas AC Delco/Acessórios Chevrolet): são três pick-ups S-10 competindo, pilotadas pelo catarinense Édio Fuchter, o atual campeão, e seu novo navegador, o também catarinense Milton Pereira; o paulista Luciano Cunha e seu conterrâneo Val Benelli, e o gaúcho Jorge Fleck, navegado por Amilton da Silva. Para apoiá-los, vão acompanhar o rali duas S-10 cabine dupla e um utilitário Blazer para transporte de pessoal, mais dois caminhões GMC: um de 15 toneladas, que transporta as peças de reposição, e outro de 7 toneladas, que serve como oficina.
O número de pessoas que trabalham para a equipe dobra no Rally dos Sertões: passa de 14 para 28. Toda essa trupe é transportada nos veículos de apoio e também em um ônibus, especialmente fretado para levar os mecânicos que trabalham na revisão e manutenção dos carros durante a noite e dormem de dia, enquanto viajam. Neste veículo, vão também dois cozinheiros e uma cozinha completa, para providenciar a alimentação dos integrantes do time durante o rali. "Temos uma estrutura que garante nossa auto-suficiência. Assim, podemos nos concentrar totalmente na corrida" declarou o mineiro Luís Haas, chefe de equipe do Chevrolet Rally Team. A Chevrolet estendeu seu apoio na logística do rali através de sua rede de concessionárias: "Usaremos a estrutura das lojas enquanto estivermos lá. Serão quatro este ano: Pato de Minas (MG), Unaí (MG), Teresina (PI) e Quixadá (CE)", completou.
E onde dorme toda essa gente durante os quinze dias de Rally dos Sertões? "Os pilotos dormem em hotéis nas cidades, mas quando paramos em lugares mais inóspitos, onde não há hotéis, levantamos um acampamento e eles ficam em barracas. Já os mecânicos dormem ou no ônibus, ou nos carros de apoio ou ainda em barracas também", contou Haas.
A prova de que uma grande estrutura ajuda muito para vencer um rali foi dada pelo Chevrolet Rally Team no prólogo da etapa catarinense do Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country, última corrida disputada antes do Rally dos Sertões. No circuito de areia em São José, Édio Fuchter entrou forte em uma curva e capotou sua S-10, que sofreu várias avarias no acidente. Os mecânicos trabalharam com rapidez e eficiência, e possibilitaram que o piloto catarinense se recuperasse e vencesse a prova, demonstrando também a competência da equipe.
Mas toda essa estrutura tem seu preço. "Todos os veículos pertencem à Chevrolet, que obviamente é nossa maior patrocinadora. Isso já diminui um pouco nossos custos. Mas além do valor de toda nossa estrutura fixa, estamos gastando cerca de R$ 120.000,00 só no Rally dos Sertões", calcula Luís Haas. "Mas está valendo a pena, já que estamos tendo ótimos resultados e vamos agora tentar manter nosso título no Rally dos Sertões", finalizou o chefe do Chevrolet Rally Team, que conta com o patrocínio de Chevrolet/MWM Motores Diesel/Pneus BF Goodrich/Pistões Mahle/Embreagens Luk/Peças Genuínas AC Delco/Acessórios Chevrolet.
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